E O GOVERNO CAIU
Vamos aos factos: um jornal faz capa com a empresa do Primeiro-Ministro, levantando uma série de dúvidas; o Primeiro Ministro ‘desaparece’ e decide não responder; nos dias seguintes, há um crescente de perguntas, dúvidas, suposições, considerações; o Primeiro-Ministro não responde e informa que dará esclarecimentos apenas na Assembleia da República (AR); na AR, no debate quinzenal, elenca um conjunto de informações da sua vida privada, mostrando cadernetas prediais e divulgando os valores patrimoniais de três ou quatro terrenos que possui no norte do país e afirma que a empresa não é dele: é da mulher e dos filhos; não responde a nenhuma das perguntas colocadas (nomeadamente sobre quem são os clientes da empresa) e explica que se trata de uma empresa que foi criada para gerir o património da família; é conhecido o objecto da empresa que afinal não se destina a gerir o património familiar; surgem os nomes de 4 dos clientes da empresa ...